Depois da emoção de cruzar com meu ego por aí, passei dias felizes e bêbados em Porto Alegre.
Demorei a postar algo aqui. Mas a vida tem sido um espiral escorregadiço.
Colecionei também algumas faltas nesse período. Não que eu reclame.
Só não tive muitas opções.
As pessoas são tão cariocas às vezes que eu me irrito.
Me irrito com filmes neurastênicos.
e me irrito quando meu gato me lembra dos imponderáveis da vida.
Thursday, November 29, 2007
Wednesday, October 17, 2007
Wednesday, October 03, 2007
Wednesday, September 12, 2007
Das originalidades
http://www.habituarioforjado.blogspot.com/
Não é quem diria
ou quem disse
nem se fosse
ou desfosse
namorado meu
marido meu
des qualquer que seja
dos originais ao meu reverso
ao seu inverso
psico esquizo do que tem a cura
Não é quem diria
ou quem disse
nem se fosse
ou desfosse
namorado meu
marido meu
des qualquer que seja
dos originais ao meu reverso
ao seu inverso
psico esquizo do que tem a cura
ou de quem diria
tens a loucura?
Friday, August 31, 2007
Kaddish
"(...) com teus olhos de eletrochoque
com teus olhos de lobotomia
com teus olhos de divórcio
com teus olhos de ataque
com teus olhos, só
com teus olhos
com teus olhos
com tua morte cheia de flores."
com teus olhos de lobotomia
com teus olhos de divórcio
com teus olhos de ataque
com teus olhos, só
com teus olhos
com teus olhos
com tua morte cheia de flores."
Da literatura beat de Ginsberg. Que me consumiu em boa parte enquanto fechava todas as janelas, que são poucas. Alguém entraria e se eu morresse não teriam pessoas suficientes pra fazer um kaddish. Talvez devesse relatar isso na terapia. Ou talvez investir na minha obsessividade por souvenirs. Ou talvez, talvez... amour dure, dure amour.
Thursday, August 23, 2007
Levi-Strauss II
" Beatriz: O senhor gostava de pinga?
Lévi-Strauss: Ah, sim, gostava muito!"
Revista de Antropologia v.42 n. 1 e 2
Eu sempre achei que os estruturalistas eram uns bêbados mesmo.
Friday, August 10, 2007
Afinal
Como acordar pela manhã, ela prometeu pra si mesma que, enfim, despertaria de outra forma. Menos ausente ou menos presente, menos qualquer coisa que fosse menos, sempre menos, ela devia isso ao relativismo cultural estrutural cultural social bestialmente algo que fosse antropologicamente al. Era como caminhar outra vez,
afinal.
afinal.
Tuesday, July 24, 2007
Monday, July 09, 2007
Sunday, June 24, 2007
Ao Levi-Strauss, com carinho.
Dos merecimentos causáveis.
Confissões
Pois já era hora de pois.
Ultimamente tenho andando em voltas com meu academicismo barato e com toda essa coisa do ó nobre grandioso Museu Nacional. A gente quase nunca sabe o que quer, mas o que não quer certamente. Faltam poucos e muitos dias. Faltam os dias sem destinos pra chegar. Mas ontem eu aprendi algumas dessas coisinhas, daquelas de se apaixonar. Um singelo lembrete para esse par tão cheio de surtitudes: a gente se merece. Amo-te.
Recomendações
Quarta-feira, na festa de encerramento da semana de audiovisual, perdi meu porta-cds. Alguém com uma boa alma ou uma boa intuição? DJ bêbadas são um déficit financeiro inimaginável.
Saudades
Minha Radiola
Meu Messias Augusto
E o carrinho de rolimã que eu nunca tive.
Sunday, June 17, 2007
entre-linhas
gosto disso, sabia?
não.
não sabia.
pois fique sabendo
eu não irei repetir novamente
guarde na memória.
tenho e sinto o mesmo
(se bem que diferente)
mais num próximo sentido
dos sentidos.
não.
não sabia.
pois fique sabendo
eu não irei repetir novamente
guarde na memória.
tenho e sinto o mesmo
(se bem que diferente)
mais num próximo sentido
dos sentidos.
Tuesday, June 12, 2007
Dispersiva

Aquela antiga disritimia tinha passado, segredo de família. Ela sabia que hoje compraria aquela saia vermelha. Ela já sabia, desde então, que a conclusão do artigo não sairia, e enquanto isso ela pairava com a saia no ar. Ela pensava nele enquanto girava, sim, ela pensa nele. Não que ela já não tivesse evitado, mas agora ela está prestes a pensar nele outra vez. O que eu tinha dito? Que pensando, ela se acabava no ar. Mas ela tinha que correr, era hora de pegar o ônibus. E o ônibus não ia esperar. Ele falou:olha, não vou esperar. Aí ela logo fechou os olhos, ela já sabia disso tudo, como ela é previsível, também acho. Quer saber mais?
Eu acho que essa é pra acabar.
Sunday, June 10, 2007
Eis a questão
Rádios comerciais também interferem na comunicação aérea
No último dia 30 de maio, durante o 24º Congresso Brasileiro da Radiodifusão
promovido pela Abert - Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e
Televisão, o ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB), sinalizou com um
recrudescimento da repressão às rádios comunitárias, com o argumento de que
estas interferem na comunicação aeronáutica.
No último dia 30 de maio, durante o 24º Congresso Brasileiro da Radiodifusão
promovido pela Abert - Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e
Televisão, o ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB), sinalizou com um
recrudescimento da repressão às rádios comunitárias, com o argumento de que
estas interferem na comunicação aeronáutica.
"A partir de hoje estamos pedindo à Justiça que penalize tamanha falta de
respeito. A pena para quem infringe a lei é de até dois anos de cadeia.
Ninguém tem o direito de colocar a vida de outras pessoas em risco" afirmou.
O ministro baseou sua argumentação nos acontecimentos do dia 29 de maio,
quando os aeroportos de Cumbica e Congonhas (SP) paralisaram suas operações
por seis minutos devido à interferências de rádio em sua comunicação com as
aeronaves.
Mas, segundo o jornalista Wellington Costa, especialista em radiodifusão
comunitária, identificar apenas as rádios não outorgadas de baixa potência
como interferentes na comunicação aeronáutica é problemático. "Qualquer
sinal de rádio pode interferir. Assim como a alta umidade, descargas
elétricas, raios solares e outros fatores da natureza podem prejudicar a
qualidade de recepção do sinal entre torre e aeronave", afirma o jornalista.
respeito. A pena para quem infringe a lei é de até dois anos de cadeia.
Ninguém tem o direito de colocar a vida de outras pessoas em risco" afirmou.
O ministro baseou sua argumentação nos acontecimentos do dia 29 de maio,
quando os aeroportos de Cumbica e Congonhas (SP) paralisaram suas operações
por seis minutos devido à interferências de rádio em sua comunicação com as
aeronaves.
Mas, segundo o jornalista Wellington Costa, especialista em radiodifusão
comunitária, identificar apenas as rádios não outorgadas de baixa potência
como interferentes na comunicação aeronáutica é problemático. "Qualquer
sinal de rádio pode interferir. Assim como a alta umidade, descargas
elétricas, raios solares e outros fatores da natureza podem prejudicar a
qualidade de recepção do sinal entre torre e aeronave", afirma o jornalista.
Globo também interfere em aeroportos
Denúncias de problemas referentes às emissoras comerciais são comuns e
corroboram a tese do jornalista. Exemplos dessas interferências podem ser
encontrados no relatório do Grupo de Trabalho Interministerial constituído
pelo governo federal para estudar questões relativas às rádios comunitárias.
No relatório, entre outros casos, são citadas as interferências sofridas no aeroporto Santos Dummont (RJ) por diversas rádios comerciais, entre elas a
Rádio Globo, cujo sinal interferiu nas comunicações aeronáuticas de 15 de
maio a 29 de outubro de 2003.
Segundo um fiscal da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações)
entrevistado por este Observatório e que não quis se identificar, "todo dia
recebemos denúncias de interferências de rádios outorgadas (ou seja,
"legais") na aviação. Em menos de uma hora comunicamos para que resolvam.
Agora, se é uma rádio pirata, clandestina, não sabemos telefone, endereço,
como é que entra em contato? Tem que chamar a polícia, você já vai armado, é
crime". Contrariando os argumentos técnicos, no entanto, o ministro Hélio
Costa atribui a responsabilidade dos problemas da comunicação dos aeroportos
com os pilotos unicamente às rádios consideradas ilegais.
Denúncias de problemas referentes às emissoras comerciais são comuns e
corroboram a tese do jornalista. Exemplos dessas interferências podem ser
encontrados no relatório do Grupo de Trabalho Interministerial constituído
pelo governo federal para estudar questões relativas às rádios comunitárias.
No relatório, entre outros casos, são citadas as interferências sofridas no aeroporto Santos Dummont (RJ) por diversas rádios comerciais, entre elas a
Rádio Globo, cujo sinal interferiu nas comunicações aeronáuticas de 15 de
maio a 29 de outubro de 2003.
Segundo um fiscal da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações)
entrevistado por este Observatório e que não quis se identificar, "todo dia
recebemos denúncias de interferências de rádios outorgadas (ou seja,
"legais") na aviação. Em menos de uma hora comunicamos para que resolvam.
Agora, se é uma rádio pirata, clandestina, não sabemos telefone, endereço,
como é que entra em contato? Tem que chamar a polícia, você já vai armado, é
crime". Contrariando os argumentos técnicos, no entanto, o ministro Hélio
Costa atribui a responsabilidade dos problemas da comunicação dos aeroportos
com os pilotos unicamente às rádios consideradas ilegais.
Potencial de interferência das comerciais é maior
Engenheiros especializados em telecomunicações também desmentem Costa e a
Abert. Marcus Manhães, do CPqD - Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em
Telecomunicações, afirma que a acusação não está fundamentada no
entendimento técnico da questão, além de ser preconceituosa. Segundo o
engenheiro, qualquer transmissão tem potencial de ser interferente, seja de
rádio comercial, comunitária ou ilegal. "Utilizando essa comoção dos
acidentes aéreos fica muito fácil atribuir responsabilidade para quem é mais
fraco. Se o Ministério Público quiser resolver essa questão tem que
verificar, além das não autorizadas, as emissoras comerciais, sua potência e
o local onde colocam suas antenas", diz.
Engenheiros especializados em telecomunicações também desmentem Costa e a
Abert. Marcus Manhães, do CPqD - Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em
Telecomunicações, afirma que a acusação não está fundamentada no
entendimento técnico da questão, além de ser preconceituosa. Segundo o
engenheiro, qualquer transmissão tem potencial de ser interferente, seja de
rádio comercial, comunitária ou ilegal. "Utilizando essa comoção dos
acidentes aéreos fica muito fácil atribuir responsabilidade para quem é mais
fraco. Se o Ministério Público quiser resolver essa questão tem que
verificar, além das não autorizadas, as emissoras comerciais, sua potência e
o local onde colocam suas antenas", diz.
Manhães ressalta que uma rádio, seja ela autorizada ou não, que opere com
potência de até 25 watts (a potência autorizada para as rádios comunitárias)
e a uma distância de no mínimo um quilômetro e meio dos aeroportos jamais
poderá interferir na freqüência utilizada pela aviação. E que, mesmo que
estejam mais próximas ou operando com potência acima de 25 watts, só poderão
fazê-lo de fato se seu sinal for impulsionado por pelo menos outro de
potência mais forte, proveniente de uma rádio comercial. Ou seja, uma rádiocomunitária jamais pode interferir sozinha numa transmissão aeronáutica, aocontrário das comerciais. "As comunitárias com potência baixa têm o menor
potencial de ser interferente. As rádios comerciais, por trabalharem com
potências muito superiores, são as potencialmente interferentes", afirma o
técnico do CPqD.
Fonte: Observatório do Direito à Comunicação
potência de até 25 watts (a potência autorizada para as rádios comunitárias)
e a uma distância de no mínimo um quilômetro e meio dos aeroportos jamais
poderá interferir na freqüência utilizada pela aviação. E que, mesmo que
estejam mais próximas ou operando com potência acima de 25 watts, só poderão
fazê-lo de fato se seu sinal for impulsionado por pelo menos outro de
potência mais forte, proveniente de uma rádio comercial. Ou seja, uma rádiocomunitária jamais pode interferir sozinha numa transmissão aeronáutica, aocontrário das comerciais. "As comunitárias com potência baixa têm o menor
potencial de ser interferente. As rádios comerciais, por trabalharem com
potências muito superiores, são as potencialmente interferentes", afirma o
técnico do CPqD.
Fonte: Observatório do Direito à Comunicação
Friday, June 01, 2007
Cidade do Caos
Cá estou eu, indo embora de Recife outra vez.
Mas dessa vez é distinto, é quase peculiar.
Sim, eu sei, isso já diz muito de mim: essa via de não saber porra nenhuma. Mas dessa vez não foi tão assim, foi mais lento, uma lentidão crua. Eu e meu ritmo quase parando, praticamente parado. Claro, houve muito movimento, não duvide disso. Congressos e Porto de Galinhas são assim. Pessoas de Brasília também são. Mas eu não. E me descobri um pouco entendiada disso tudo. Queria uma Vanessa de brinquedo, ou um Zé das Couve eletônico, ou um robô desses meus queridos tão queridos. Queria aqueles não esses. Por que na verdade me queria, e nisso acabei morrendo de frio na cidade que fede, que cheira mal, cheira alma ensebada.
Eu me espero
me desespero.
Friday, May 11, 2007
sem desespero
Se você acha que as coisas estão ruins
mas estão bem ruins
lembre-se que isso pode piorar
mas piorar exageradamente
e que se você começa nesse pensamento de piorar
já piora de vez
vira um absurdo impraticável.
Tuesday, May 01, 2007
Por que eu amo os meus nativos.

*1: É. E eu concordo. Por vários motivos. Primeiro: a Radiola mal consegue se definir como, usando os conceitos antropológicos mesmo, como uma coisa de identidade, você não pode dizer que as pessoas estão ali por uma identidade, por uma luta, por uma coisa definida, são várias coisas, você não consegue...Quer dizer, você conseguiria até mapear, mas não é uma coisa fechada em si, não tem um objetivo único, e o rizoma é pior ainda: aí que você vai juntar várias rádios, cada uma com sua dinâmica, tendo alguns princípios básicos que orientam o trabalho deles, mas assim, essa reivindicação do espaço radiofônico, a gente sabe que essas coisas são lentas e nem é o que a gente quer. Por isso a gente se propõe a ser uma rádio livre. Eu acho que a Radiola, o máximo de luta, que a rádio livre pode ter é ser uma rádio, passa por aí. A gente não quer saber do governo e nem quer conversar com o Hélio Costa, sabe. Por que não tem conversa, seria entrar em um outro processo no qual realmente a gente não seria rádio livre. Eu acho mesmo.
*E: Mas assim, tem aquela coisa de que a gente é ilegal porque a gente não tem nenhum tipo de documento que permita que a gente funcione, e pra que a gente funcione teria que ser nos termos de uma rádio comunitária. A nossa potência é maior do que uma rádio comunitária hoje, nossa antena é maior que os 30 metros...
*1: E eu acho que deixar de ser livre é um trem que tira a liberdade. Parece redundante, mas é mesmo.
*E: Mas se deixasse de ser livre nesses termos, ah então acabou a lei, vocês podem fazer rádio no limite que vocês quiserem, e tal, ia ser perfeito, cê num acha não?
*1: (risos) Ia! Mas isso não existe.
*E: Mas assim, tem aquela coisa de que a gente é ilegal porque a gente não tem nenhum tipo de documento que permita que a gente funcione, e pra que a gente funcione teria que ser nos termos de uma rádio comunitária. A nossa potência é maior do que uma rádio comunitária hoje, nossa antena é maior que os 30 metros...
*1: E eu acho que deixar de ser livre é um trem que tira a liberdade. Parece redundante, mas é mesmo.
*E: Mas se deixasse de ser livre nesses termos, ah então acabou a lei, vocês podem fazer rádio no limite que vocês quiserem, e tal, ia ser perfeito, cê num acha não?
*1: (risos) Ia! Mas isso não existe.
Monday, April 30, 2007
Sunday, April 29, 2007
Remendeira
"Por que ver é permitido
e sentir é perigoso."
Caio Fernando Abreu.
Que tinha saído sem vontade, estava na cara. Chovia e deschovia, e ainda sempre tem toda aquela tensão de provas e realidades. Eu realmente me perco nessas situações, e nem festa de ogum, pão sagrado e benzedera deu resolvição, palavra que eu resolvi resolver inventar, pra dar mais sentido a uma dor que eu quis que fosse só minha.
Bom, então eu saí, enfim, os meninos iam tocar e eles tocam, e eu também precisava de sair, mesmo sem ter feito nada e sem perceber o quanto que o deschovia me irritava, cheia de idéias e entrevistas pra monografia, cheia de idéias pra prova do museu, cheia de idéias mas todas elas num baralho que eu confundo, que eu me hibridizo, que acontece, eu sei, que acontece.
Mas eu saí de casa, bebi um pouco, tinham pessoas coloridas, além de um monte de amigos que valem a pena rever vira e mexe. Era uma cor que me desarmou de cara e eu fiquei assim, nessa desnudez absurda, até que me deu fome.
Eu comprei um caldo de feijão que foi pretexto.
Depois dele eu já me vejo hoje, escrevendo tudo.
Eu tento dizer algo melhor do que eu te vejo, girando, com tantas cores, e eu me senti naquela paz devagar de quando se tem tempo de ter paz, eu pensei em dizer, fica, vai ficando, fica aí, de um jeito quase mais sincero, ou tentar te descrever sem essa coisa de remendo, de tipos, mas você era tão estranho e agora não desgruda da minha cabeça, e eu penso que é praga, que é algo que tem em pessoas coloridas, mas eu descobri que na verdade é só porque você tem um monte de coisa que eu gostaria de saber, mas que não fosse piegas ou que escorresse mel disso. É um pensamento e eu ia dizer, mas eu não digo essas coisas. Eu fico encarando mesmo, com esse olhar remendado. Em preto e branco.
Sunday, April 15, 2007
Agite antes de usar
03:01 da manhã eu aqui, querendo escrever sobre algo que eu não sei, só pra amanhecer o tempo.Eu não sei o que fazer. Eu não fumo cigarros. Eu não bebo doses. A noite eterna ainda me dilaçera. Eu eu nem sei se essa porra de palavra é com c cedilha.
Saturday, April 07, 2007
Tuesday, March 27, 2007
Rascunhos - Andréz.
Naquela semana em que parti de Montevidéo, pensei no último mês que não bati na sua porta. Éramos vizinhos e antes disso eu havia ensaiado várias vezes em ir te ver, mas acabou que o tosquito chegou e eu bem ou mal esqueci de você por querer.
Claro que você fez daqueles meus dias mais claros, mas acabei por evitar um tempo maior porque afinal eu poderia me apaixonar.
E agora eu lembrei do dia do meu aniversário, que a gente foi tomar mate e falar qualquer bobagem, mas nem precisava mesmo de falar, nem nunca que a gente precisou gastar aquele meu péssimo espanhol. E no outro dia que eu quase seguia dormindo e você sempre tomando aquele wiski de 60 pesos uruguayos sem gelo, eu queria mesmo entender isso. Ou porque você nunca ouvia aquelas músicas todas inteiras. OU na escola, você sempre dizia estar naquele desconforto engraçado sabe, de deixar seus alunos criarem aquela ratazana que vc escondia da diretoria, e eu achava aquilo quase um retrato, uma paisagem das ratazanas montevideanas sendo tratadas pelos enfants chicos pou uruguayos.
Mas aí foi que no fim eu corria, e era tão confortável te evitar, e sei lá por quê, afinal, eu já estava quase entregue mas não ia dar mesmo.
Te liguei esses dias daqui, e você quase não acreditou. Esbravejou, você sempre foi bravo mesmo. Me destruiu, disse isso não se faz, e ainda tinha aquele perrengue dos e-mails, ai nossa sinhora que apuro que foi tudo isso né. Bom, eu não ia gastar meu espanhol com isso, eu nunca precisei mesmo de usar ele com você e depois eu escutei tudo assim, tão atenta né, mas você nem quis saber, isso não se faz, tá, olha, eu sei, eu sei, eu sei.
Eu havia ensaiado uma boa desculpa, que eu sentia muito.
Mas sabe, eu não sinto nada.
E isso foi demais.
Sunday, March 18, 2007
Seus pés, meu chão
ô xuxuzinho
negô?
Thiago por meus olhos.
nada pode ser tão bom
quanto sua presença ausência nessas tardes belo horizontinas.
Saturday, March 17, 2007
Saturday, March 10, 2007
Sunday, March 04, 2007
Saturday, March 03, 2007
Da série nomes
Vanessa
Veio assim
Tava nublado
Com um riso meio cortado
Quando Vanessa apareceu
Foi ensaio histórico
E a gente bebeu tudo aquilo
engasgando em alguns poucos pecados
Datava mil novecentos e nada
E tive a certeza
Que tudo podia ao seu lado
Veio assim
Tava nublado
Com um riso meio cortado
Quando Vanessa apareceu
Foi ensaio histórico
E a gente bebeu tudo aquilo
engasgando em alguns poucos pecados
Datava mil novecentos e nada
E tive a certeza
Que tudo podia ao seu lado
Monday, February 26, 2007
Mas não era?
- Vanessa, cê vai no banheiro?
- Vou (ar cafona aymara)
- Ah, então depois eu vou.
- É ível?
- Vou (ar cafona aymara)
- Ah, então depois eu vou.
- É ível?
Wednesday, February 07, 2007
Jana blarg indo.
(Do samba queeeeeem é vocêêêêê)
Que meu cabelo, meu corpo, minha antropologia assimétrica te deixam tão desconfortável?
Que meus dias de sol e de chuva influenciam diretamente nos seus?
Que entra mais no meu blog do que eu?
Esse alguém é praticamente um supra de mim mesma.
É quase uma para-psico-janaína dos novos tempos.
Ou seriam velhos?
hahahahaha.
Tuesday, February 06, 2007
Ciência (quase) em ação
O Latour sempre me comoveu, mas ultimamente, além de pensar numa ótica assimétrica 25 horas do meu tempo, ainda estou aprendendo a construir controvérsias. Não existe nada que eu mais goste no momento que não seja abrir caixas pretas, ou mobilizar instrumentos e porta-vozes. E lembrem-se: tenho derrubado muitos aviões. Arranjei um estilingue gigante e minha mira tem sido implacável. Talvez sejam os transmissores que eu peguei emprestado das rádios concessionárias. São ótimos!
Amanhã começo a construir meu contra-laboratório. Depois do baú de trajédias urbanas, pensei em também descartar o sentimentalismo. Mas sabe como é, também é uma palavra que mata a maioria das afirmações sólidas, já dizia o Latour.
Blarg.
Saturday, January 27, 2007
Thursday, January 25, 2007
mais bobagens angelicais
tinha saudade
tinha um tanto de coisa pra fazer
tinha um tanto de gente pra esquecer
mas no fim
minhas lembranças daquelas que dói
vão de Porto Alegre até Rio Claro.
Friday, January 12, 2007
Tenha dó.
Potosi quase me matou. E apesar do solar de Uyuni ser uma das poucas coisas mais belas que eu vi, minha estadia aqui ñ poupou uma ida ao hospital.Claro, acontece, eu sei. Mas além da falta de ar e vômitos, tive alergia. E mesmo assim tenho amado a Bolívia.
Título de informaçao: vou continuar com minhas fotos sempre fragmentadas. Por que de pessoas por inteiro, já bastam essas aí, prepotentes. E eu que sempre me falto, continuo com os pedaços. Até porque desde cedo me foi como um fetiche. Adoro prestaçoes e partes e vazios entre eles.
De qualquer forma sinto uma pequena saudade.
E nessa saudade ñ tem você.
É uma saudade moderna.
Título de informaçao: vou continuar com minhas fotos sempre fragmentadas. Por que de pessoas por inteiro, já bastam essas aí, prepotentes. E eu que sempre me falto, continuo com os pedaços. Até porque desde cedo me foi como um fetiche. Adoro prestaçoes e partes e vazios entre eles.
De qualquer forma sinto uma pequena saudade.
E nessa saudade ñ tem você.
É uma saudade moderna.
Sunday, January 07, 2007
Um longo caminho.
Pois é. Ano novo na festa da Radio (La Tribu) me deixaram sérios resquícios. Até porque é uma rádio livre que consegue ser simplesmtente do caralho.
Depois de todos eses porteños piqueteros, subi pra Córdoba, Rio Ceballos, Tucumán, Jujuy e agora estou em Tilcara, para em pouco partir para Potossi. Descobri que me facina quase tudo. Principalmente escrever errado e deixar me levar pelo pouco de concretista que me sobra.
Me apaixono e desapaixono. Quero ficar. Pra ñ pensar nisso tudo que falta. Que me falta.
Subscribe to:
Posts (Atom)







